Jovem amarra celular a balões de gás hélio, faz vídeo a 3 km de altura e consegue pegar telefone de volta em Goiânia; vídeo
05/06/2026
(Foto: Reprodução) Jovem amarra celular a balões de gás hélio faz vídeo a 3 km de altura
Um estudante de engenharia de computação conseguiu registrar imagens de Goiânia a mais de 3 mil metros de altitude após prender um celular a balões de gás hélio e lançar o equipamento ao céu (veja o vídeo acima). Por fim, o jovem ainda conseguiu recuperar o telefone.
O vídeo do experimento viralizou nas redes sociais e já ultrapassa 2,4 milhões de visualizações. Um advogado alertou que lançamentos de balões não tripulados precisam de autorização do Departamento de Controle do Espaço Aéreo.
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O responsável pela experiência é Pedro Augusto de Jesus Castro, de 18 anos, que também é astrofotógrafo. Apaixonado por astronomia desde a pandemia, ele decidiu transformar o hobby em um projeto para coletar dados atmosféricos e registrar imagens da capital vista do alto.
Para o experimento, Pedro utilizou um celular antigo preso a balões de festa preenchidos com gás hélio. Além da câmera, o aparelho recebeu um sistema programado por ele para transmitir imagens e informações, como pressão atmosférica e temperatura em tempo real.
“Tive que programar o celular de modo que ele pudesse me enviar as imagens e pudesse me enviar também os dados de pressão, temperatura, da atmosfera remotamente. Para esse processo, eu precisei ter o conhecimento de programação e de software”, explicou em entrevista à TV Anhanguera.
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Jovem faz vídeo de Goiânia à 3km de altura
Arquivo pessoal/ Pedro Augusto
Primeira tentativa falhou
Na primeira tentativa, um dos balões estourou poucos minutos após o lançamento devido ao atrito entre eles. O celular caiu em uma área de mata e foi recuperado rapidamente. Sem desistir da ideia, o estudante comprou um balão mais resistente e realizou um segundo lançamento.
Desta vez, o voo durou cerca de 40 minutos e alcançou mais de 3 mil metros de altitude. Durante a subida, o equipamento enviou imagens da capital e dados atmosféricos coletados ao longo do percurso.
Durante o voo, Pedro percebeu pelos registros do GPS que o aparelho começou a perder altitude rapidamente. Inicialmente, ele acreditou que o balão havia estourado. No entanto, ao procurar pelo equipamento, descobriu que o celular havia se desprendido do balão e caído sozinho.
Mesmo após a queda de aproximadamente 3,7 mil metros, o aparelho continuou funcionando.
“Foi nesse momento que percebemos que o balão não tinha estourado, mas sim o celular se desprendeu do balão. Ou seja, ele sobreviveu uma queda livre de 3700 m de altura”, relatou em vídeo publicado nas redes sociais.
Estudante de engenharia usa balão e celular para filmar Goiânia do alto
Segundo Pedro, os dados coletados podem ser utilizados em projetos de ciência de dados. O estudante também pretende realizar novos experimentos. O próximo passo é utilizar um balão meteorológico capaz de alcançar até 30 quilômetros de altitude e registrar imagens da estratosfera.
Em entrevista à TV Anhanguera, o advogado especialista em Direito Aeronáutico Georges Ferreira afirmou que pesquisas e lançamentos de balões não tripulados devem ser precedidos de autorização do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA).
“Obviamente, né, que nós não podemos desestimular a ciência. Nós não podemos desestimular a pesquisa, ainda que isso seja feito de forma individual e de maneira pessoal. Mesmo assim, toda e qualquer pesquisa, qualquer lançamento de balão não tripulado, ele deve ser precedido da autorização do Departamento de Controle do Espaço Aéreo. E isso é algo mandatório”, afirmou.
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